Irmãos, nós não somos profissionais (Resenha: Piper)

Irmaõs Piper

PIPER, John: Irmãos, nós não somos profissionais: Um apelo aos pastores para ter um ministério radical.São Paulo, SP: Vida Nova, 2009, páginas 15-18 e 75-80

John Piper já no capítulo um de seu livro, Irmãos, nós não somos profissionais, exorta nossos pastores contemporâneos a não se amoldarem com às expectativas culturais do profissionalismo tão em voga hoje dentro de nossas igrejas. Ou seja, ele faz uma ataque contra a expectativa de paridade salarial e a aplicação de uma série de modelos e métodos pragmáticos do universo profissional.

Para o autor o cristianismo é algo anormal e sem qualquer segurança, pois ao contrário da sensatez e segurança existente entre aqueles que consideramos profissionais, no cristianismo somos apontados para a realidade vergonhosa do calvário. Este é o centro da vida pastoral e se nos esquecermos disso ou se desejarmos ser mais profissionais que pastores deixaremos em nosso rasto mais morte espiritual.

A primeira atividade do pastor que quer evitar qualquer ser comparado como um profissional é ansiar por Deus em oração. Piper diz que nossa atividade é chorar por nossos pecados como esta escrito em Tiago 4.9. Ele ainda pergunta, “Por acaso existe choro profissional?”(p.15). Diz também que devemos tomar a cruz ensaguentada todos os dias e viver pela fé. “Como é possível carregar uma cruz de modo profissional? O que seria, então, a fé profissional?”, pergunta o autor (p.16).

Uma relação comparativa é realizada pelo autor a fim de nos mostrar os contrates existentes entre um pastor e um profissional. O pastor por exemplo não faz parte de um grupo social com os mesmos objetivos profissionais, pois Deus colocou os pregadores em últimos lugar do mundo. Eles são loucos por causa de Cristo, mas os profissionais são sensatos; são fracos, os profissionais, porem são fortes. Profissionais são honrados, mas ninguém respeita um pastor. O pastor passa fome, sede, nudez e falta de morada e quando é amaldiçoado abençoa.

Mas deve o pastor realmente viver desta forma? Piper diz que sim, pois somos estrangeiros e peregrinos no mundo. Assim a nossa cidadania está nos céus. Quem determina a agenda do homem espiritual é Deus, ou seja, somos controlados e não controladores. Somos manipulados e não manipuladores.

John Piper finaliza este capítulo pedindo a Deus que elimine o profissionalismo de nosso meio e que Ele nos dê uma oração apaixonada, pobreza de espírito, fome de Deus, estudo rigoroso das sagradas Escrituras, devoção fervorosa a Jesus Cristo, extrema indiferença diante de todo material e labor incessante para resgatar os que estão perecendo.

No capítulo nove, Irmão, cuidado com os substitutos sagrados, John Piper chama a nossa atenção para os perigos que o próprio ministério é de si mesmo. Por meio de uma apresentação estatística ele demonstra os obstáculos de nosso crescimento espiritual: preocupação, flata de disciplina e  interrupções. Estes obstáculos impendem a nossa oração e meditação na Palavra.

Piper diz que o ministério da Palavra seca até a morte e não gera fruto sem a vida de oração. O ministério também da Palavra seca até a morte quando o ministério  da Palavra murcha a fé e a santificação. Ou seja, se os nossos afazeres forem as nossas prioridades a vida, o poder e a frutificação esmorecerão. Mas o que Piper quer dizer com a palavra ministério?

Não são as nossas atividades rotineiras como ir ao supermercado ou a manutenção do carro que consomem o nosso tempo, mas a administração orçamentária, as reuniões administrativas, as visitações, os aconselhamentos entre uma infinidade de atividades realizadas em nossas igrejas que comprimem nossas orações.

Os apóstolos não se renderam à tentação de se envolverem com as atividades diárias como cuidar das viúvas, por isso escolheram irmãos para realizaram este cuidado. Jesus e Jacó nos mostraram que esta oração não é algo realizado enquanto cozinhamos ou dirigimos os nossos quartos, mas por meio da dedicação a longo períodos de oração, ou em outras palavras, de solidão.

Piper destaca uma palavra importante sobre a forma que devemos realizar as nossas orações, “dedicaremos”, “persistir em” ou permanecer com” sinônimo para a palavra grega proskartereô. O autor diz que “Não importa o quanto a pressão exercida sobre nós seja digna de atenção e nos incite a dispensar tempo fazendo boas obras, não renunciaremos à nossa principal tarefa.” (p.78).

Esta palavra foi associada ao ministério de oração na igreja primitiva e do apostolo Paulo que tornou isso um mandamento. O autor por meio de uma ilustração mostra como a oração também esta uma espécie de mandamento para  Martinho Lutero já que esse dizia que a oração deve ser a primeira tarefa da manhã e a última da noite.

Piper foi feliz em nos abir os olhos por meio deste capítulo, pois fácil é dedicar o nosso precioso tempo com as atividades ministeriais que, mesmo tendo uma importância em nossas vidas, jamais poderão tomar o tempo de nossas orações e estudo da Palavra. 

Estes dois capítulos, como todos os outros desta obra, nos chamam a atenção dos perigos que rondam os nosso ministérios, pois sermos organizados não significa querer viver como um profissional. Sermos eficazes e eficientes não quer dizer que devemos tomar emprestado todos os paradigmas do universo profissional. Mas sim que devemos morrer para nos mesmos a cada dia seguindo a agenda de Deus e jamais a nossa.

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